Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte - GLERN

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MAÇONARIA: PRIMITIVA, OPERATIVA E ESPECULATIVA

Os estudiosos e pesquisadores maçônicos, via de regra, dividem a história da Maçonaria em três períodos:

  1. Maçonaria Primitiva;

  2. Maçonaria Operativa; e

  3. Maçonaria Especulativa.

A Maçonaria Primitiva, ou “Pré-Maçonaria”, como entende André Chedel, citado por Vanildo Senna em “Fundamentos Jurídicos da Maçonaria Especulativa”, abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa e, por sua vez, é dividida em nove fases sucessivas, a saber:

 

  1. Mistérios Persas e Hindus;

  2. Mistérios Egípcios;

  3. Mistérios Gregos dos Cabires;

  4. Mistérios Gregos de Ceres ou Demeter;

  5. Mistérios Judaicos de Salomão;

  6. Mistérios Gregos de Orfeu;

  7. Mistérios Gregos de Pitágoras;

  8. Mistérios dos Essênios; e

  9. Mistérios Romanos.

A Maçonaria Operativa, que se estende por toda a Idade Média e a Renascença e termina com a fundação da Grande Loja de Londres, compreende a história dos operários medievais, construtores de basílicas, catedrais, igrejas, abadias, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços municipais. Por vezes protegidos pelos Papas e deles dependentes, os Maçons operativos eram essencialmente católicos.

A fundação da Grande Loja de Londres determina, portanto, o fim da Maçonaria Operativa e marca o início do terceiro período da história da Maçonaria, a Maçonaria Especulativa ou Maçonaria dos Aceitos ou, ainda, como disse Nicola Aslan, “da Maçonaria em seu aspecto atual de associação civil, filosófica e humanitária”.


Sobre a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa, diz-nos Vanildo Senna:

 “A esta transformação os ingleses dão a denominação de Revival, que significa renovação, renascimento, datando-a de 1717. O adjetivo “especulativo” só foi aplicado aos Maçons “Aceitos” em meados do século XVIII. Esta denominação de “especulativo” era dada, no século XVII, a toda pessoa propensa à contemplação e à meditação. O “especulativo” era o idealista e não o homem de ação ou profissional. Eram homens cultos, naturalistas, eruditos e historiadores.”

Com a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa surge, no ano de 1723, a primeira Constituição Maçônica, elaborada pelo Irmão Reverendo James Anderson para uso da Grande Loja de Londres. A partir de então a Maçonaria adotava uma forma de organização política que deveria conservar daí por diante.

Atualmente a Maçonaria Especulativa conhece dois sistemas de organização política: o Sistema Obediencial Grande Loja e o Sistema Obediencial Grande Oriente, cada um com suas características próprias que os distinguem um do outro.

O Sistema Obediencial Grande Oriente compreende as Potências ou Obediências Maçônicas Simbólicas constituídas e organizadas à forma de governo do estado democrático em que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”, tendo Poder Executivo, exercido por um Grão-Mestre, Poder Legislativo, representado por uma assembléia constituída de representantes das Lojas jurisdicionadas, e o Poder Judiciário, todos “distintos e harmônicos entre si”.

O Sistema Obediencial Grande Loja – o mais difundido pelo orbe terrestre – engloba as Potências ou Obediências Maçônicas Simbólicas cujas constituições se moldam na forma de organização política adotada pela maçonaria inglesa; pela Grande Loja Mãe da Inglaterra. A chefia do governo da fraternidade nas Grandes Lojas é confiado a um Grão-Mestre e os poderes legislativo, administrativo e litúrgico a uma Grande Loja ou Assembléia Geral da Fraternidade constituída pelos Veneráveis e Vigilantes das Lojas a elas jurisdicionadas.

Fonte: Brasil Maçom / IIr.·. Gabriel Campos de Oliveira e Falcão